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... o olhar de uma mulher, faz pouco até de Deus ... Meu coração vagabundo, quer guardar o mundo, em mim.... DESABAFO... final de ano é hora própícia para fazê-lo... Ontem a noite, fui fazer minha tradicional mensagem de final de ano a todas as pessoas que conheço. A característica principal dessa mensagem é que ela é sempre escrita por mim, demonstrando minhas emoções e meus sentimentos. É o meu presente para as pessoas como um todo e sempre a envio deixando claro que cada pessoa tem seu lugar especial dentro de mim. Minha sorte é que a maioria das pessoas sabe realmente o seu lugar na escala classificatória. Esse vergonhoso ano de 2005, pra mim, foi horrível. Quem me conhece de verdade sabe um pouco da minha vida e também sabe das dificuldades que passei, e ainda estou passando. Em meio a milhares de coisas ruins, algumas me magoaram mais. Elas vieram de várias pessoas que eu amava, gostava e confiava. Essas pessoas falaram (pra mim, ou para outros) que a Fernanda é mesquinha, é vazia, é fútil, não é simples, é pedante, não tem bons antecedentes familiares, etc... Hoje recebi um feedback do "Findando o ano de 2005..." de um homem sério, pai de família, profissional respeitado, pessoa maravilhosa. Ele me conhece a quase uma década e detém todo o meu respeito e admiração. Esse homem me fez chorar com a mensagem dele, e me deu forças para escrever esse desabafo. O Téo escreveu assim... Fernanda, "Você é uma das poucas pessoas que eu conheço que é realmente autêntica! Você é capaz de ser amável, quando tem que ser. Você é capaz de franca, na hora oportuna. Você é capaz de dizer as verdades, mesmo que isso não agrade o interlocutor. Você é alegre mesmo diante das adversidades. Você consegue se mostrar como realmente é, sem fantasias, sem dissimulações e sem rodeios. É humilde. É simples. É sincera. Enfim, é tudo que um verdadeiro amigo é. Assim, tenho absoluta certeza que você fez tudo certo em 2005. Só que algumas coisas não deram certo. Porém, somente àqueles que tentam é que sabem o caminho da vitória. É com os erros que chegamos aos acertos. Portanto, tenhas certeza que chegarás onde queres, até pode demorar um pouquinho, mas, que chegarás, chegarás!!!" Não sou perfeita, e já fui mesquinha, pedante e tantos outros adjetivos. Mas também sei que a Fernanda, com o seu "jeitinho Fer de ser" não é má em sua essência. Portanto, falar que eu "sou" de tal maneira é muito diferente de falar que eu "fui" de tal maneira devido a algum acontecimento. Agora, enquanto escrevo, estou chorando e tomada de emoção. Mas é de alegria. Alegria de saber que nem todos acham que eu não presto. Alegria de saber que as pessoas que realmente importam e são detentoras de ética e moral, tem a mim, Fernanda, guardada com carinho dentro do peito. O lugar dentro do coração desse homem, e de diversas outras pessoas que responderam minha mensagem com sinceridade é meu. O lugar é meu e ninguém tasca... ;o) Beijocas, Fer... Ps: Todos os anos escrevo uma mensagem especial mas, infelizmente não as possuo mais. Recentemente fiz a besteira de deletar acidentamente minha caixa postal de mais de cinco anos. (podem rir da idiotice!, hahhaha)... Então, se alguma alma bondosa guardou essas preciosidades, por favor, entre em contato comigo. Escrito por Fernanda Alves Chaves às 13h20 [ ] [ envie esta mensagem ] Ainda em Pernambuco: Sun, 11 December => Porto de Galinhas.... Hoje o dia era do Marcelo Santana (Debian-PE), ele foi o responsável por levar a mim e a Loimar para Porto de Galinhas. Como todo o bom e velho turista, começamos a "trip" comprando castanha de caju pra eu levar pra Curitiba. Chegando em Porto de Galinhas, a primeira coisa que nos veio a cabeça foi? porque a praia tem esse nome?... Marcelo nos explicou com maestria e eu vou recontar. Em meados de 15XX, existiam navios que trazia muitos negros contrabandeados/ilegais (trocando em miúdos, sem nota fiscal mesmo). Isso era proibido e eles vinham escondidos embaixo de grades de galinhas d'angola. Para comunicar aos compradores que tinha chego mais um lote de escravos, os contrabandistas anunciavam: "Tem galinha no porto!!!". E assim ficou. O local adotou esse nome. Minha única dor é saber que infelizmente o racismo contra negros ainda não acabou no Brasil. Eu e muitas outras pessoas ainda somos discriminados e sofremos devido a cor das nossas peles. É absurso, é triste e ridículo mas, É REAL! Tirando essas coisas que eu fico sabendo aos poucos sobre meus ancestrais, o passeio foi maravilhoso, Porto de Galinhas é líiiinnda (como diria Caetano). A Loimar conseguiu comer moqueca de camarão e não achar doce, bebemos cervejinha, compramos bagulhinhos. Mas o melhor de tudo mesmo foi que eu pude deixar o meu lado fotógrafa vir a tona. O Marcelo deixou eu ficar em poder da máquina.... hahhaa... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 11h49 [ ] [ envie esta mensagem ] Ainda em Pernambuco: Sat, 10 December => Ilha de Itamaracá.... "Minha vida é andar por esse País / Pra ver se um dia descanso feliz / Guardando as recordações / Das terras onde passei / Andando pelos sertões / E dos amigos que lá deixei..." (Luiz Gonzaga e Hervé Cordovil) Os quatro viajantes acordaram cedo pois o dia prometia muitas coisas boas. Antes de chegar lá, passamos na casa do nosso motorista pra conhecer a esposa dele e fazer um social... Depois disso fomos ao programa do dia, que era desvendar a Ilha de Itamaracá. E como diz o Grev, "Ninguém merece" tanta coisa boa, hehehe... (com sotaque alemão, é claro). Comemos maravilhosamente bem no Recanto da Cigana, bebemos, papeamos e depois entramos a bordo de uma jangada a motor para ir até um banco de areia próximo. Lá, eu vi umas das coisas mais lindas da minha vida. Uma praia que tinha uma água muito quente, com centenas de metros de água que variava os nossos tornozelos. Ficamos sentados como crianças, brincando na água, mexendo com as conchinhas, conversando, etc. A água era limpíssima, sem ondas, e o melhor, sem ninguém por perto. Éramos nós quatro e aquele mar que nao acabava mais. Chegando em Recife, a noite, fomos no famoso restaurante "Imperio do Caramão", eu e a Loi pedimos "Camarão a Portuguesa" (uma espécie de bacalhoada) e Nanda e Greve pediram um prato com polvos. No final da brincadeira todo mundo comeu o de todo mundo (as comidas galerinha) e a Loi acabou com o estigma de achar que polvo e lula eram duros de comer e difíceis de mastigar... Mas pra terminar, tivemos que passar em uma farmácia pra comprar sal de fruta, porque a Nega aqui estava passando mal de tanto comer... hehhe... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 10h28 [ ] [ envie esta mensagem ] Ainda em Pernambuco: Fri, 09 December => Pedra do Xeréu.... Evento terminado, meu único compromisso agora era me divertir. Fui pra praia de Boa Viagem pela manhã tomar um banhão de mar com o Fernando e depois me despedir da Maíra. Ambos retornaríam às suas casas e seus afazeres. Confesso que foi meio difícil dizer tchau pra esses dois, mas a vida é assim... Snif!.. Passado o momento tristonho, rumei junto com a Nanda Weiden, Georg Greve e Loimar para uma praia deliciosa chamada Preda do Xeréu. O lugar é completamente isolado, ao sul de Pernambuco. Chegamos e nos vimos em uma praia semi-deserta (pois tinham os nativos). Paraíso ainda não atacado pelo consumismo, capitalismo e turismo desenfreados. Tinham piscinas naturais em arrecifes, entrávamos e os peixinhos vinham nadar ao redor do nosso corpo, a água era deliciosa, não tinha gente vendendo nada. Uia!!!... Fomos então para a casa da dona Conceição comer o tal do Xeréu que ela estava fazendo pra gente. É um peixe que vive nas pedras, as postas pareciam carne vermelha, grandes, escuras e com ossos. Mas degustando percebíamos que era peixe e era muito bom. Nos esbaldamos e voltamos pra Recife cansadinhos e satisfeitos. Tiramos muitas fotos e demos várias risadas... Hum.... Mas, como eu e Loimar não nos damos por abatidas, ainda fomos para a Feirinha da Boa Viagem, que é a mais famosa da redondeza. Não vou entrar em detalhes pra não lembrar dos valores que gastamos, mas olha, chegamos no hotel felizes da vida e carregadas de várias e várias sacolas recheadas de coisas maravilhosas... hahaha... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 23h24 [ ] [ envie esta mensagem ] Diário de bordo: Thu, 08 December => II LACFree em Recife, PE.... "Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, deitada na beira do rio, colhendo lírios, lirio iê, colhendo lirios, lírio iá, colhendo lírios pra enfeitar o seu congá...." Dia de Oxum, último dia de LACFree... Eu e Loimar acordamos cedo e mudamos do chiquetérrimo "Internacional Palace" para um outro bem pertinho que nem vou falar o nome (não farei propaganda daquele lugarzinho), acho que a única coisa que ele tinha de bom era sua proximidade da praia, apenas duas quadras... hahhaha.... Fomos para o centro de eventos, e a manhã foi tranquilex. Almoçamos em Olinda, tiramos fotos daquele lugar lindo e voltamos ao trabalho. Lá o queridérrimo Marcelo Santana foi mais uma vez gente finíssima e nos ofereceu um ótimo city tour. A tarde nos preparamos para o encerramento e tudo correu da melhor maneira possível. A cerimônia foi hiper legal (com alguns contratempos, é claro!!) e tudo terminado. Foi declarado o encerramento da II LACFree e todos aplaudiram. Sucessão!!!.... A noite, depois de mudar minhas passagens no aeroporto (pois decidi ficar mais alguns dias em Pernambuco) fomos jantar. Comida deliciosa... euzinha, Fernando, Loimar, Maíra e Werner. Nessa noite eu fiquei muito triste, pois aconteceu uma coisa muito ruim comigo. Depois de deixar a Loimar no hotel, eu e o Fernando estávamos voltando a pé e encontramos uma menina/garota/pré-adolescente que se ofereceu para fazer um programa. O custo do serviço era R$30,00 e ela não deveria ter nem 12 anos. Confesso que dali por diante, algo mudou, uma tristeza muito grande tomou conta de mim. Me senti também responsável. Me senti impotente diante daquela situação. Mas depois, tentei esquecer e curti a noitada. Ps: Segundo dia de greve da minha voz. Virei piada entre os palestrantes. Resolvi comprar o dito cujo do Amidalin e chupava aquilo com uma vontade inimaginável. Hehehe.... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 16h32 [ ] [ envie esta mensagem ] Fotos do LACFree... ;o) Galerinha... http://www.daisyt.org/lacfree2005/ =>> Fotos tiradas pelo Fernando da Rosa http://www.solis.coop.br/~cesar/LacFree2005/ =>> Fotos tiradas pelo Cesar Brod http://br.pg.photos.yahoo.com/ph/marcgsant/album?.dir=f460 =>> Fotos tiradas pelo Marcelo Santana Quando eu receber mais coisas, irei postando... COMO DOIS ANIMAIS - Alceu Valença Uma moça bonita / De olhar agateado / Deixou em pedaços meu coração / Uma onça pintada / E seu tiro certeiro / Deixou os meus nervos / De aço no chão Foi mistério e segredo / E muito mais / Foi divino o brinquedo / E muito mais / Se amar como dois animais Meu olhar vagabundo / De cachorro vadio / Olhava a pintada / E ela estava no cio / Era um cão vagabundo / E uma onça pintada / Se amando na praça / Como os animais Escrito por Fernanda Alves Chaves às 23h16 [ ] [ envie esta mensagem ] Diário de bordo: Wed, 07 December => II LACFree em Recife, PE.... "O grilo falante do Pinóquio adverte: tomar banho de piscina até às 3:00am, bebendo o Pau do Índio com seus amigos, pode causar resfriado, gripe, perda da fala, irritação na garganta, sono, etc." Acordei assutada pelo avançado da hora, desci e vi a van que já estava saindo, fui para o evento na corrida. Eu estava parecendo uma criança devido a fome, ao sono, a dor de cabeça e ao cansaço (pois não tenho mais 18 anos). E para melhorar a situação, acordei completamente afônica, minha voz não saia de jeito nenhum... Óh Jesus... Fiquei meio "indócil" na parte da manhã... hehhe.... Mas no evento me surpreendi com um vídeo que o Bernard fez da noite anterior. Fer de sainha jeans, pernas brancas e sandália de salto, dançando frevo no paralelepípedo, foi hilário. Almoçamos em um um restaurante tipicamente nordestino chamado Paraxaxá. Provei o tal do maxixe (que pra mim era apenas uma dança), tomei suco de pinha (que a Loimar disse ter gosto de tutti-fruti) e várias outras coisas estranhas mas, saborosas. A tarde foi interessante, mas perto das 16h o Fernando me convidou pra voltarmos ao hotel, pois realmente o cansaço estava batendo, entao no caminho para a saída do evento encontramos o Bernard e fomos os 3 para o hotel descansar um pouco. <====+====> <====+====> <====+====> <====+====> <====+====> Agora sim, conto a coisa mais importante da viagem. Eu tinha planos de fazer turismo na parte da manhã de quinta. Como não conhecia muita coisa, pedi à recepcionista algumas dicas. Desci horas depois e ela me falou que nenhuma agencia turistica funcionaria na quinta devido ao feriado da padroeira de Recife, Nossa Senhora da Conceição... Bem... Todos os dias 08/dez são muito comemorados por mim mas, esse ano, simplesmente "esqueci" da data, esqueci da data, e quando a moça me falou aquilo comecei a chorar como criança. Me emocionei demais. Me dei conta que estava no nordeste, naquela data, na cidade que tem como padroeira a minha Mãe Oxum. Foi demais para mim. Recebi uma graça muito grande, tive a prova de que existem coisas muito maiores que nós. A única coisa que fiz foi agradecer, era a única e a maior coisa que eu poderia fazer naquele momento. "Aiêiê Oxum, de alegria estou sorrindo... <====+====> <====+====> <====+====> <====+====> <====+====> Um pouco mais a noite todos os palestrantes foram até o Alto da Sé em Olinda, e eu aprendi a dançar frevo. Aprendi mesmo, juro!!!. Fiquei craque no negocio de jogar sombrinha pra lá e pra cá, pulando de um lado para o outro. Foi lindo e engraçado me ver dançando junto com o Werner Westermann (Chile), Daniel Yucra (Peru), Andres Benitez (Paraguai), Ricardo Strusberg (Venezuela), Abebi (Etiópia) dançando frevo com os bonecos gigantes na praça central da Catedral de Olinda. Escrito por Fernanda Alves Chaves às 23h14 [ ] [ envie esta mensagem ] Diário de bordo: Tue, 06, December => II LACFree em Recife, PE.... "La Belle de Jour / Era a moça mais linda de toda a cidade / E foi justamente pra ela / Que eu escrevi meu primeiro blues / Mas Belle de Jour, no azul viajava / Seus olhos azuis como a tarde / Na tarde de um domingo azul / Belle de Jour" (Alceu Valença) Chegou o grande dia, é hoje que irei dar minha palestra. Falar em público, sobre algo que gosto e sei é umas das coisas que melhor faço e realmente não fico nervosa durante a apresentação. O que me consome é a espera pelo momento que sou chamada aos meus afazeres. Pois vocês sabem, colocarem um caixote de laranja no chão, eu subo em cima e estou fazendo palestra em qualquer lugar sobre qualquer coisa. Hehehhe.... Tive uma grande alegria logo no início da manhã, depois de tomar café da manhã com a Maíra (Brasília), Federico e o Bernard Lang (França), encontrei o Cesar Brod (Lajeado, RS) no hall do hotel. Meu dia já estava ganho depois do abraço amigo do Brod. A parte da manhã foi tranquila, assisti algumas coisas, revi minha palestra, bati papo com várias pessoas, etc. Fomos almoçar no Shopping Tamaraca para comemorar o niver da Cristiane Camboim (Brasilia). Logo as 14h iría iniciar os painéis dos quais fazíamos parte. Devido a alguns os painéis do qual eu e o Cesar fazíamos parte foi unido. Os publicos foram unidos em uma só sala e resolvemos dividir os tempos das palestras. Apesar de ter que dividir minha palestra em duas e escolher uma parte para falar (devido ao aumento do número de palestras dentro do painel), minha fala foi muito boa. Me senti feliz e acredito que todos tenham gostado também pois, recebi vários elogios. Acredito que o nosso painel tenha sido o mais proveitoso de todo o evento, por causa da diversidade de assuntos, palestrantes e público. Tive a oportunidade de assistir o Daniel Darlen Ribeiro (Ministério do Planejamento), Coronel Carlos Gil (Exército Brasileiro), Gustavo Celso de Queiroz Mazzariol (Metrô de SP), além da figura do Brod. A noite fui utilizar meu wi-fi para navegar na net do hotel e acabei perdendo a van que me levaria para o Velho Recife. Cheguei atrasada mas foi delicioso pois, além das pessoas, tivemos show privado de frevo, maracatu e outras coisinhas tipicamente pernambucanas. Me diverti tentando dançar forró com o Coronel Carlos Gil (forrozeiro de mão cheia). Retornamos ao hotel cantando músicas na van mais animada do nordeste do país. O chopp é um líquido maravilhoso. Após dois copos faz com que as pessoas mudem de profissão. Elas se intitulam cantores profissionais, e muitos ainda se tornam compositores também. Aquela van demostrou que somos mestres em fazer versões para as letras originais de músicas consagradas... hahaha.... O grupo chegou ao hotel e a figurinha do Éder Marques (Projeto Sabugosa, de Fortaleza) nos convidou pra a "saideira" na piscina. Com direito a uma garrafa de uma bebida chamada "Pau de Índio" que ele tinha comprado em Olinda. Eu, Federico, Cesar, Eder, Loimar Vianna e mais pessoas (que não lembro o nome) fizeram parte do "Bloco da madrugada", nadamos, bebemos e nos refrescamos deliciosamente. Escrito por Fernanda Alves Chaves às 12h57 [ ] [ envie esta mensagem ] Diário de bordo: Mon, 05, December => II LACFree em Recife, PE.... Homenagem ao Corinto Meffe, pois dia 05/12 era niver dele. ++portugues: "Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida" ++francês: "Bon anniversaire / Mes voeux les plus sincères / Ques ces quelques fleurs / Vous apportent le bonheur / Que l'année entière / Vous soit douce et légère, / Et que l'an fini / Nous retrouve tous réunis / Pour chanter en choeur: Bon anniversaire" ++espanhol: "Que los cumplas feliz, que los cumplas feliz, que los cumplas Corinto, que los cumplas feliz." Saí de Curitiba rumo a Recife para participar do LACFree (para ver o GNU-Bumbá). Meu vôo não decolou devido ao tempo ruim, e perdi a conexão em São Paulo. Cheguei aqui com 3 horas de atraso e vi a famosa plaquinha na mão de um senhor no desembarque. No mesmo vôo veio o Fernando da Rosa (Uruguai) e assim comecei a aumentar minha cadeia de amigos. Chegando no hotel, de cara encontramos o Georg Greve (Alemanha), Nanda Weidew (Porto Alegre), Federico Heinz (Argentina) e Andres (Paraguai). Eles estavam indo para a praia (do outro lado da rua), vesti meu biquini verde da sorte e fui com eles. Meu primeiro contato legítimo com o nordeste do país, foi maravilhoso, entrei no mar cantando para Iemanja e agradecendo por ser uma mulher tão privilegiada. De volta ao hotel conheci o Jorge Boutus (Chile) e Alexandre (RedHat). Viajamos até o centro de eventos (pois é muito longe) e chegamos para a solenidade de abertura. Dei graças a Oxalá por ouvir o Hino Nacional cantado de maneira correta, com braç"O" fort"E". Após isso, tivemos a apresentaçao de um balé cultural maravilhoso e saindo de lá, rumamos para um bar que o George queria ir, o "Prá Vocês", comemos uma lagosta maravilhosa, siri, peixe agulhinha, fritada de camarão. Bebemos muita Bohemia e conversamos coisas boas, coisas ruins, coisas divertidas... mas principalmente, falamos obcenidades... ahahhaha... Pouco depois chegaram os outros palestrantes e mais um povo que eu não conhecia, mas todos nos apresentamos e fizemos a tradicional junção de mesas para a disseminação de besteróis. Ps: Esse post foi feito com a contribuiçao do Bernard Lang (França) e Fernando da Rosa, que escreveram a cançao de niver para o Corinto em suas linguas nativas, heheh... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 17h25 [ ] [ envie esta mensagem ] Latinoware 2005 surpreendeu minhas expectativas.... em todos os sentidos... Abertura oficial do evento... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 20h20 [ ] [ envie esta mensagem ] Sexta feira é o primeiro dia do "resto" do final de semana... O meu amor tem um jeito manso que é só seu / E que me deixa louca quando me beija a boca / A minha pele toda fica arrepiada / E me beija com calma e fundo / Até minh'alma se sentir beijada" (Chico Buarque). Tinha dois músicos e um deles falou pra eu pedir uma música, falei "O meu amor", o cara me olhou espantado e disse que não sabia do que eu estava falando... Graças ao bom Deus, o Cesar Brod ouviu o ocorrido e salvou a pátria... e naquele momento, esse homem me ganhou mais um pouco, por saber de cor a letra da minha música preferida... Dia anterior ao início da Latinoware (25.nov) foi uma sexta feira muito agitada... Às 16h30 o Jon Maddog Hall deu uma palestra no Colégio Estadual do Paraná e eu fui assistí-lo. Confesso que todas as vezes que volto aquele lugar sinto um arrepio muito grande. Estudei lá de 1990 a 1996, foi toda a minha adolescencia, grande parte do que sou hoje se formou entre aquelas estruturas. A adolescência, a descoberta do que "somos" e a escolha do "para onde vamos" é sempre muito marcante. Um pouco mais a noite, rumei ao aeroporto pra pegar o Tim Ney e Cesar Brod. Antes de encontrá-los consegui ver e falar com quase todos os palestrantes do Latinoware, foram coincidências deliciosas, mas o mais marcante foi o "figura" do Júlio Neves. Estava distraída e ouvi o sonoro "Oi Mulherão!!!" (maneira carinhosa que ele tem de me cumprimentar, e eu, adoro!!!... hehehhe). Depois de horas e mais horas de esperas, atrasos, malas estragadas, brigas com companias aéreas e outras coisas, pudemos rumar ao restaurante Estrela da Terra (cozinha tipica paranaense)... Aí foi loucura geral, fiquei muito feliz por ver pessoas que eu realmente gosto, estão longe geográficamente mas que mas nunca estão longe da minha vida. Pessoas como, João Bueno Calligaris, Djalma Valois, Guilherme Pastore, Marcos Siríaco, Falcão, etc (isso só pra começar, heheh). Também tive a oportunidade de conhecer e conversar bastante com duas pessoas muito legais e simpáticas, Henri Bergius e o Nathan Wilson da DreamWorks. No meio do jantar, chegou o querido Paulo Christiano (que teve o prazer de ser meu hóspede em Curitiba, e usufruiu da minha cama e de todos os cuidados da vovó, heheh)... Chegamos em casa (eu e o Chris) perto de umas 2h da manhã e fomos direto dormir, pois a louca aqui marcou de tomar café da manhã com o DValois às 7h30, mas foi ótimo e valeu a pena... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 23h23 [ ] [ envie esta mensagem ] Comecei dezembro na Ilha da Magia.... (nada ruim, vcs não acham?).... "Gigante pela própria natureza / És belo, és forte, impávido colosso / E o teu futuro espelha essa grandeza / Terra adorada / Entre outras mil / És tu, Brasil / Ó Pátria amada! / Dos filhos deste solo és mãe gentil / Pátria amada, Brasil!" (Joaquim Osório Duque Estrada) Quinta feira de madrugada, fui euzinha, o Marcio Vieira e o Humberto Sartini para os dois dias de 3. Solisc em Florianópolis. Chegando na Ilha da Magia, maior calor e baita solão, fomos direto pro hotel e vimos minha roommate, Ana Paula Fiegenbaum. Logo após ela, encontramos outros amigos, conhecidos, celebridades e todos os outros tipos de bichos existentes no meio SL... Só zueira, abraços daqui, de lá, fotos, pulos, gritinhos de alegria e outras coisas mais... heheh... Tudo uma maravilha, fomos para a abertura oficial do evento e inevitavelmente tive que ouvir a velha gravação do Hino Nacional, onde o cantor diz "... conseguimos conquistar com braçoSSS forteSSS..." (o que falta de dente na boca do brasileiro, sobra de letra)... mas como desgraça pouca é bobagem, contamos também com aquelas pessoas que adoram aplaudir o hino brasileiro... Oxalá, valei-me... Foto da abertura do evento e na outra é o Marcio, eu e o Humberto (os 3 palestrantes mais charmosos do evento)...
Minha palestra estava cheia de gente. Além da presença dos amigos antigos Helio Castro, Ana Paula e Guilherme Pastore para prestigiar pude ver que os amigos novos, Gustavo Pacheco, também estavam lá.... :o) ... Para variar um pouco, falei demais, pois sempre falo demais, uma hora de palestra é muito pouco para eu transmitir conhecimento com esse meu "jeitinho Fer de ser". A noitada foi num restaurante delicioso onde juntamos várias mesas de pessoas bonitas, inteligentes, solidárias e simpáticas. E pra terminar em grande estilo, tivemos rodadas e mais rodadas de caipirinha na famosa Pousada dos Golfinhos (se esse lugar falasse, hahah)... Hoje, sexta feira, fomos para o evento, fizemos as mesmas coisas que fazemos em todos os eventos (acumulamos conhecimentos e conhecidos). No final da tarde tivemos as despedidas pois, infelizmente tive que voltar pra casa. Esse ano não estou de bem com minhas finanças, o que impossibilitou a participação no 6. Openbeach (tenho que me contentar com as fotos e lembranças do ano passado).;-( Meleca mesmo...
Saliento que amei o discurso emocionado do Douglas Conrad na abertura do Solisc e dou parabéns à todas as pessoas envolvidas na organizaçao desse ano... Escrito por Fernanda Alves Chaves às 21h51 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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